Boca Juniors elimina o Vasco e mantém histórico contra times do Brasil

O Boca Juniors reafirmou sua temida fama em duelos eliminatórios contra equipes do país ao despachar mais um rival nacional. O clube argentino superou o Vasco na noite de terça-feira (20), com uma vitória por 3 a 1 diante de um Maracanã lotado, encerrando o sonho cruzmaltino de alcançar a decisão da Copa Sul-Americana.

Retrospecto impressionante em mata-matas

Com o resultado no Rio de Janeiro, o time de Buenos Aires chegou à expressiva marca de 19 classificações em 27 confrontos eliminatórios contra adversários brasileiros, alcançando um aproveitamento de 70,4% nesse formato de disputa.

Apesar de os clubes brasileiros terem diminuído a diferença nos últimos anos — com triunfos recentes de Santos, Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro e Fluminense —, a mola impulsionadora do futebol argentino continua assustando. Nesta edição da Copa Sul-Americana, o Vasco foi a segunda vítima dos hermanos, que nas quartas de final já haviam eliminado o São Paulo.

Confrontos decisivos marcantes em solo nacional

O revés vascaíno torna-se ainda mais doloroso pelo contexto da eliminatória. A equipe carioca havia triunfado no jogo de ida, na Bombonera, por 1 a 0, tornando-se apenas o oitavo clube brasileiro a superar o rival em sua casa em partidas oficiais.

No entanto, a história mostra que algumas das vitórias mais emblemáticas do Boca Juniors em torneios continentais aconteceram justamente no Brasil. Em 2003, os argentinos reverteram uma derrota para o Paysandu com uma goleada em Belém e também festejaram o título sobre o Santos no Morumbi. Quatro anos depois, dominaram o Grêmio em Porto Alegre para levantar mais uma taça.

A batalha judicial pelo Maracanã e os gols decisivos

Antes mesmo de a bola rolar, o palco do confronto foi alvo de um intenso embate jurídico de três semanas entre o Vasco e o consórcio administrado por Flamengo e Fluminense, com direito a ameaças da Conmebol de transferir o duelo para o Paraguai.

Dentro de campo, a vantagem construída na Argentina durou apenas quatro minutos, quando o zagueiro Lautaro Di Lollo abriu o placar de cabeça. A situação piorou aos 33 minutos, com um lançamento aprovechado por Miguel Merentiel para ampliar a vantagem visitante.

No segundo tempo, as alterações promovidas pelo técnico Pedro Emanuel deram novo ânimo ao time da casa. Aos 20 minutos, após jogada iniciada por Robert Renan e cruzamento de Cuiabano, o lateral Puma Rodríguez apareceu na área para estufar a rede e incendiar os cerca de 66 mil presentes no Maracanã.

Quando a virada parecia possível, um chute de longa distância do volante Leandro Paredes surpreendeu o goleiro Léo Jardim, selando o placar e decretando a dolorosa eliminação do Gigante da Colina na competição continental.

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