O Conselho Gestor do Fundo Desenvolve Floresta aprovou três iniciativas que totalizam R$ 3,87 milhões para impulsionar a cadeia produtiva da madeira em Mato Grosso. A deliberação aconteceu nesta quinta-feira na secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) durante a segunda reunião extraordinária do colegiado.
Investimentos na silvicultura
Os aportes financeiros foram direcionados para o estudo de plantas nativas da Amazônia, criação de uma estrutura voltada à identificação científica de madeiras e um panorama completo sobre o mercado de biomassa no território mato-grossense.
Para a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia, Linacis Silva Vogel Lisboa, os investimentos representam um avanço para o desenvolvimento da cadeia produtiva florestal.
“A aprovação desses projetos demonstra nosso compromisso em buscar soluções para desafios enfrentados pelo setor florestal, desde a produção de matéria-prima até a comercialização da madeira. São investimentos em pesquisa, tecnologia e conhecimento que vão contribuir para dar mais segurança aos produtores e fortalecer nossas indústrias”, destacou.
Vitrines florestais amazônicas
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no campus de Sinop, garantiu R$ 1,97 milhão para a execução do projeto chamado “Pró-nativas: Vitrines Florestais Amazônicas”. A proposta consiste no estabelecimento de áreas experimentais localizadas em Sinop, Lucas do Rio Verde e Alta Floresta.
O objetivo dessas áreas é analisar o desenvolvimento, o rendimento e a viabilidade industrial de árvores nativas da região amazônica. Os dados obtidos servirão para guiar agricultores, estimular o cultivo de novas variedades e promover a diversificação no setor de base florestal.
Identificação de madeiras e biomassa
Outro contemplado foi o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), que recebeu R$ 1,49 milhão para montar uma xiloteca — arquivo científico de amostras lenhosas — e um laboratório para emissão de laudos anatômicos. O intuito é simplificar o reconhecimento das espécies e atender normas de mercado externo, diminuindo despesas e moras burocráticas.
“Precisamos ampliar a capacidade técnica de identificação das espécies no estado, especialmente diante das exigências internacionais. Essa estrutura vai ajudar as empresas exportadoras”, informou o diretor-executivo do Cipem, Valdinei Bento dos Santos.
Por fim, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) obteve R$ 400 mil para elaborar um estudo sobre a dinâmica de oferta e procura de biomassa no estado. O levantamento vai rastrear a oferta de madeira e restos da agropecuária empregados na geração de energia, avaliando as demandas do parque industrial, com foco nas fábricas de etanol de milho.









