O presidente do Mixto, Ítalo Freitas, abriu o jogo sobre os protocolos de atendimento adotados pelo clube após a grave arritmia cardíaca sofrida pelo meio-campista Gustavo Xuxa. O incidente ocorreu no dia 25 de setembro, durante uma atividade realizada no Estádio Dutrinha, na capital de Mato Grosso.
Dinâmica da atividade e primeiros socorros no gramado
O dirigente explicou que o jogador, de 33 anos, cumpria apenas uma etapa leve de transição da fisioterapia para o campo, já que se recuperava de uma lesão muscular sofrida ao término da Série D. A atividade consistia unicamente em uma caminhada ao redor do gramado, sem exercícios de maior intensidade ou finalizações.
— O Xuxa estava passando por uma transição da fisioterapia. Ele chegou ao término do Campeonato Brasileiro da Série D com uma lesão e já estava fazendo a transição para o campo. Essa transição nada mais é do que caminhar em campo. Não era nenhuma atividade de finalização ou alguma coisa dentro do campo, era só caminhar ao redor do campo mesmo — declarou o presidente.
No momento do mal súbito, o atleta estava acompanhado por outro colega de equipe e por um fisioterapeuta. O profissional de saúde agiu prontamente ao notar que o jogador desmaiou, iniciando as manobras de reanimação antes do transporte para a unidade de saúde.
— Prontamente, ele recebeu uma massagem cardíaca do nosso fisioterapeuta. Como o estádio está próximo de um dos melhores hospitais de Cuiabá, ele foi direcionado ao pronto atendimento — relatou o dirigente sobre o episódio de taquicardia ventricular.
Avaliações cardiológicas e histórico do jogador
Questionado sobre a rotina de exames preventivos, o mandatário do clube mato-grossense garantiu que o atleta passou por todas as avaliações médicas obrigatórias exigidas para o registro no futebol brasileiro, incluindo ecocardiogramas detalhados. Segundo ele, nenhum histórico anterior apontava anormalidades.
— Todo atleta, ao ser registrado pelo clube no Brasil, precisa de um exame cardiológico completo. O conjunto faz esse acompanhamento cardiológico, com direito ao eco, que é um exame que verifica até o formato do coração, entre outras conformidades. O Xuxa é um atleta que já passou por diversos clubes no Brasil e já fez esse exame diversas vezes, e nunca foi apresentado nenhum tipo de anormalidade — afirmou.
Assistência familiar e procedimentos hospitalares
Desde o colapso em campo, o meia permanece internado em um hospital particular de Cuiabá. A diretoria garantiu suporte integral por meio do plano de saúde corporativo e custeou passagens e hospedagem para os familiares do atleta catarinense acompanharem o tratamento.
— Todos os atletas do Mixto possuem plano de saúde, então ele foi prontamente acolhido pelo plano. No mesmo final de semana, a família dele recebeu passagens aéreas e hospedagem para conseguir acompanhá-lo nesse momento muito complicado — pontuou Ítalo Freitas.
Ao longo das semanas de internação, o quadro clínico evoluiu para o diagnóstico de miocardite aguda associada à síndrome de Takotsubo. Após passar por cateterismo, intubação e traqueostomia, o jogador foi submetido com sucesso a uma gastrostomia em 19 de outubro para receber alimentação via sonda diretamente no estômago. O quadro neurológico permanece estável, com planos futuros de transição para o sistema de home care, embora ainda sem alta hospitalar prevista.









