O mercado físico do boi gordo encerra a semana com preços firmes, embora o avanço das cotações continue ocorrendo de maneira seletiva. A oferta restrita e as escalas de abate, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões, mantêm os frigoríficos ativos nas compras, conforme aponta o analista da consultoria Safras & Mercado Allan Maia.
Recordes e expectativas de exportação
Durante os negócios recentes, o mercado registrou marcas históricas pontuais em praças específicas, impulsionadas pela escassez de animais prontos para abate.
“Em São Paulo, foram relatados negócios a R$ 400 por arroba na região de Franca, estabelecendo um novo ponto de máxima histórica. Entretanto, essas operações permanecem pontuais e não representam a referência predominante do estado.”
Além disso, o analista destaca que o setor pecuário monitora de perto as expectativas em torno da retomada de uma demanda mais consistente da China no último trimestre, fator que pode ampliar a necessidade de compra da indústria.
Valores médios da arroba por estado
As cotações médias registraram variações positivas ao longo dos últimos dias nas principais praças produtoras do país:
- São Paulo: R$ 386,25 (frente a R$ 384,47 no dia anterior)
- Goiás: R$ 371,25 (frente a R$ 370,32 no dia anterior)
- Minas Gerais: R$ 380,29 (frente a R$ 378,71 no dia anterior)
- Mato Grosso do Sul: R$ 380,45 (frente a R$ 379,77 no dia anterior)
- Mato Grosso: R$ 360,81 (frente a R$ 359,26 no dia anterior)
Panorama do mercado atacadista e câmbio
No atacado, a comercialização da carne bovina fechou o período com valores estagnados. A desaceleração no ritmo de consumo típica da segunda quinzena do mês acaba limitando margens para novos aumentos nos preços repassados ao consumidor final.
“Enquanto isso, a elevada competitividade da carne de frango e dos cortes suínos continua influenciando as decisões do consumidor”, aponta Maia.
Dessa forma, os cortes seguem cotados a R$ 22,30 por quilo para o quarto dianteiro, R$ 29,50 por quilo para o quarto traseiro e R$ 21,00 por quilo para a ponta de agulha. No cenário macroeconômico, o dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,96%, sendo negociado a R$ 4,9897 para venda e R$ 4,9877 para compra, com oscilação diária entre a mínima de R$ 4,9887 e a máxima de R$ 5,0558.









