Os consumidores brasileiros não terão cobrança de tarifa extra nas faturas de energia elétrica pelo segundo mês consecutivo, conforme anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira. A permanência da bandeira verde em novembro é resultado direto de condições mais favoráveis para a geração de eletricidade no país.
O retorno e a manutenção da bandeira verde
Essa coloração havia retornado no mês de outubro, encerrando um ciclo de cinco meses sob a bandeira amarela, que adicionava uma taxa de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos para todos os usuários ligados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Motivos para o alívio na tarifa de energia
“O aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado”, esclareceu a agência reguladora.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
Implementado em 2015 pela Aneel, o modelo de bandeiras tarifárias demonstra os custos variáveis associados à produção de energia elétrica. Por meio de diferentes cores, o sistema sinaliza o preço real para o SIN gerar a eletricidade consumida em residências, indústrias e comércios.
Tabela de custos das bandeiras
As tonalidades são estabelecidas com base na perspectiva de oscilação nos custos de geração mensal:
Enquanto a bandeira verde não gera nenhum custo adicional, as modalidades amarela e vermelha provocam aumentos proporcionais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) utilizados. Na bandeira amarela, voltada a cenários menos favoráveis, a taxa extra é de R$ 1,88 por 100 kWh. Já na bandeira vermelha Patamar 1, o acréscimo sobe para R$ 4,46, ao passo que no Patamar 2, o mais custoso de todos, a cobrança adicional atinge R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Com os reservatórios em situação mais estável, o setor elétrico brasileiro atravessa um período de alívio financeiro, beneficiando diretamente o orçamento da população e evitando taxas adicionais nas faturas mensais.
Com informações de Só Notícias — Economia









