Polícia Militar liberta homem amarrado em cativeiro e apreende adolescentes em Cáceres

Uma operação da Polícia Militar realizada na tarde de ontem resultou na libertação de um homem de 29 anos que estava com os membros atados em uma residência situada no bairro Vila Nova, no município de Cáceres, localizado a 220 km de Cuiabá. A investida policial também culminou na prisão de dois suspeitos do sexo masculino e na apreensão de duas menores, de 12 e 13 anos, sob a acusação de participação no esquema criminoso.

Operação Território Livre mobiliza forças de segurança A intervenção aconteceu por volta das 14h30, no âmbito da operação Território Livre. As autoridades receberam denúncias anônimas indicando que membros de uma facção criminosa mantinham um cidadão em cárcere privado no imóvel, com planos evidentes de atentar contra a vida dele através de um julgamento informal.

Cerco policial e captura de envolvidos De acordo com os registros oficiais da ocorrência, os criminosos mantinham comunicação direta com detentos ligados à mesma organização em presídios do estado. Diante do risco iminente de execução, as equipes cercaram a casa próxima à Escola Tancredo Neves. Três pessoas foram abordadas de imediato, enquanto um quarto suspeito tentou escapar pulando muros vizinhos, mas acabou capturado pela Força Tática.

Evidências e celular apreendido no local Os agentes adentraram o domicílio e encontraram a vítima imobilizada por cordas e um cinto. O homem foi imediatamente solto e retirado da zona de perigo. Na cena do crime, a polícia recolheu um aparelho celular da marca Redmi com tela quebrada, equipamento que, conforme a apuração preliminar, servia para transmitir chamadas de vídeo aos chefes do grupo que cumprem pena no sistema penitenciário.

Medo e investigações em andamento Visivelmente assustado, o homem resgatado evitou aprofundar os relatos sobre a dinâmica dos fatos, afirmando apenas que mantinha diálogo com os captores. A linha de investigação policial aponta que o cativeiro antecedia uma execução sumaria motivada por disputas internas ou penalidades decretadas pela facção.

Além das amarras utilizadas no cativeiro, todo o material apreendido foi encaminhado à delegacia competente. O caso foi oficialmente registrado como sequestro, cárcere privado, corrupção de menores e integração com organização criminosa.

Com informações de Só Notícias — Polícia

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