Custo da cesta básica em Cuiabá sobe pela quarta semana consecutiva e chega a R$ 937

O preço da cesta básica em Cuiabá registrou alta pela quarta semana consecutiva e chegou a R$ 937,20 na terceira semana de outubro. A variação semanal foi de 0,25%, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF). Na comparação com o mesmo período de do ano passado, quando o conjunto de alimentos custava R$ 788,74, o aumento é de 18,82%.

De acordo com a análise do IPF-MT, cinco dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram redução de preço na semana. As quedas, no entanto, não foram suficientes para compensar a alta dos demais itens, mantendo o custo total em elevação. Entre os produtos que ficaram mais baratos, a banana apresentou a maior redução, de 9,19%, com preço médio de R$ 8,33 o quilo. Conforme a avaliação do instituto, o excesso de umidade provocado pelo grande volume de chuvas pode ter atrasado a maturação da fruta, favorecido o acúmulo de estoques e contribuído para a queda dos preços.

A batata também registrou recuo, de 8,23%, e passou a custar, em média, R$ 7,80 o quilo. Apesar da redução semanal, o produto está 79,64% mais caro do que no mesmo período do ano passado. Segundo o levantamento, as condições climáticas podem ter prejudicado a qualidade dos tubérculos, reduzindo sua atratividade para os consumidores e pressionando os preços para baixo.

Na contramão das quedas, a carne bovina teve aumento de 5,25%, alcançando o preço médio de R$ 49,87 o quilo. O valor está 13,74% acima do registrado no mesmo período de 2025. A menor disponibilidade de animais em idade de abate, os custos elevados de produção e o crescimento das exportações podem ter limitado a oferta no mercado interno e contribuído para o encarecimento da carne.

O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves destaca que a sequência de altas pressiona o poder de compra das famílias e exige mudanças nos hábitos de consumo. “A persistência de preços elevados pode levar os consumidores a substituir produtos, reduzir quantidades ou reorganizar as compras, com possíveis reflexos sobre o padrão de consumo e o movimento do comércio de alimentos”, afirma.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

Tags

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore