O mercado de commodities agrícolas enfrenta forte pressão compradora com a escalada das cotações internacionais do açúcar. Impulsionada por gargalos na colheita e pelo clima adverso nos principais polos agrícolas do planeta, a matéria-prima encerrou outubro com valorização de 4,6% na Bolsa de Nova York, atingindo o maior nível dos últimos 19 meses.
Instabilidades climáticas ameaçam os principais produtores
A recente alta nos contratos futuros é reflexo de severas dificuldades meteorológicas enfrentadas pelo Brasil, pela Índia e pela Europa. Esse quadro de incertezas gera receio de aperto prolongado no abastecimento. Além disso, a interferência do fenômeno El Niño já projeta sombras sobre o fornecimento global para a safra 2026/27, ampliando o nervosismo entre operadores e indústrias.
Retração no Centro-Sul brasileiro e projeção de déficit
No mercado doméstico, o impacto do tempo instável já se traduz em números desfavoráveis. A fabricação de açúcar no Centro-Sul brasileiro registrou uma queda de 14,56%, o que restringe o fluxo da commodity em um momento de demanda internacional aquecida.
Com a retração produtiva simultânea nos hemisférios sul e norte, o balanço global tende a ficar significativamente desbalanceado. Projeções elaboradas pela consultoria Green Pool indicam que o mercado enfrentará um déficit mundial de 6,28 milhões de toneladas, cenário que deve sustentar a volatilidade e manter os preços em patamares elevados nos próximos meses.
Com informações de Portal do Agronegócio









