Previsão do tempo aponta chuvas de 150 mm e calor de 40°C em novembro

O mês de novembro começa marcado por fortes contrastes meteorológicos no Brasil, combinando volumes expressivos de precipitação em algumas regiões e calor extremo em outras.

Sul do país deve registrar 150 mm de chuva Nos próximos dez dias, a Região Sul concentrará os maiores volumes de precipitação. O Paraná pode acumular cerca de 100 milímetros no oeste durante os primeiros cinco dias, enquanto a semana seguinte deve elevar esses números para até 150 milímetros. Esse excesso de água exige alerta para áreas urbanas e para a agricultura, com potencial risco de prejuízos às lavouras de soja, embora o fenômeno seja importante para manter a umidade do solo. Santa Catarina também segue sob atenção devido à persistência das chuvas.

Temporais no Sudeste e umidade canalizada Entre os dias 5 e 9 de novembro, a previsão aponta volumes expressivos de chuva em São Paulo, incluindo a capital, impulsionados pela atuação de áreas de baixa pressão atmosférica. O fenômeno favorece o transporte de umidade e a formação de temporais que se estendem por Minas Gerais e pelo sul de Goiás. No Centro-Sul, as temperaturas permanecem dentro da média para o período, evitando um calor excessivo generalizado.

Calor de 40°C e seca no Norte Em contraste, estados do Norte e o Matopiba enfrentarão calor intenso e volumes reduzidos de chuva no início do mês. Em algumas localidades, os acumulados ficarão abaixo de 50 milímetros, chegando a apenas 20 mm no Tocantins. A falta de precipitação elevará os termômetros para marcas entre 38°C e 39°C, podendo alcançar 40°C no Tocantins e oeste do Pará. A partir da segunda quinzena, a situação deve mudar com o avanço das chuvas em Rondônia, no Acre e no Tocantins, enquanto o centro-norte do Pará continuará com volumes baixos, abaixo de 15 mm.

Alívio para o Matopiba na segunda quinzena A virada para a segunda quinzena do mês traz perspectivas mais otimistas para as áreas produtoras do Matopiba, norte de Goiás e norte de Minas Gerais. Nesses locais, o retorno de precipitações mais consistentes pode gerar acumulados de até 80 milímetros. Até lá, o agreste nordestino e partes do Pará continuarão registrando temperaturas superiores a 38°C com chuvas abaixo da média.

A distribuição irregular da umidade ao longo do mês exigirá monitoramento constante da agropecuária brasileira.

Com informações de Canal Rural — Agricultura

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