Soja sobe no Brasil impulsionada pelo dólar apesar de Chicago

O mercado brasileiro de soja registrou negócios e preços predominantemente mais altos nesta quinta-feira (29), impulsionados pela valorização do câmbio, mesmo diante de um cenário de perdas na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada por ofertas firmes nos portos e pela maior atuação das indústrias esmagadoras no mercado interno.

Movimentação nos portos e mercado interno

Nos terminais portuários, foram registradas propostas consistentes para entrega no mercado spot, acompanhadas de prazos de pagamento mais longos e cotações vantajosas para os produtores. Paralelamente, as esmagadoras do interior intensificaram as indicações de compra em diversas regiões, buscando assegurar volumes até o mês de dezembro por meio de valores superiores aos da paridade de exportação.

“A alta recente do câmbio tem ajustado o mercado e pressionado as indicações dos compradores a subirem”, observa Silveira. Enquanto isso, os prêmios de exportação mantiveram-se estáveis, apresentando apenas pequenas oscilações ao longo da sessão de negociações.

Variações no mercado físico brasileiro

As cotações da oleaginosa apresentaram resultados mistos nas principais praças produtoras do país:

• Passo Fundo (RS): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00

• Santa Rosa (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 154,00

• Cascavel (PR): subiu de R$ 148,00 para R$ 149,00

• Rondonópolis (MT): manteve em R$ 141,00

• Dourados (MS): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00

• Rio Verde (GO): desceu de R$ 142,00 para R$ 141,00

• Paranaguá (PR): subiu de R$ 159,00 para R$ 160,00

• Rio Grande (RS): subiu de R$ 159,00 para R$ 161,00

Desempenho da Bolsa de Chicago e exportações

No exterior, os contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa. O avanço da colheita nos Estados Unidos e a queda predominante do petróleo pressionaram as cotações internacionais. O clima favorável sem maiores intempéries indica que os americanos colherão a maior safra da história, ampliando a oferta global da commodity.

Adicionalmente, as exportações líquidas norte-americanas de grãos relativas à temporada 2026/27 somaram 2.576.400 toneladas na semana encerrada em 22 de outubro, com liderança da China, que adquiriu 1.627.000 toneladas, situando-se dentro das expectativas do mercado.

Fechamento dos contratos e cenário cambial

Os papéis com vencimento em novembro fecharam cotados a US$ 12,19 3/4 por bushel, com baixa de 4,75 centavos de dólar (0,38%). Já a posição janeiro registrou retração de 3,25 centavos, fechando a US$ 12,34 3/4 por bushel. Entre os subprodutos, o farelo para dezembro recuou para US$ 329,30 por tonelada, enquanto o óleo para o mesmo mês avançou 0,08 centavo, encerrando a 65,64 centavos de dólar.

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,76%, negociado a R$ 5,3871 para venda e R$ 5,3851 para compra, oscilando entre a mínima de R$ 5,3429 e a máxima de R$ 5,4289.

Com informações de Canal Rural — Agricultura

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