Trump afirma que Lula pediu neutralidade e critica pleito no Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (29) que se absteve de intervir nas eleições presidenciais brasileiras atendendo a um pedido direto do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo afirmando ter respeitado a solicitação, o republicano fez duras críticas ao pleito e rotulou a votação de “vergonha” para o país.

Repercussão após chegada de aliado aos EUA As declarações foram concedidas à imprensa um dia após o desembarque do senador Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte-americano. O parlamentar viajou acompanhado de familiares após ser derrotado no segundo turno da disputa presidencial realizada em 25 de outubro.

Detalhes da conversa com o líder brasileiro Segundo o mandatário americano, o pedido de não interferência ocorreu durante entendimentos diplomáticos, levando-o a adotar uma postura de distanciamento do processo eleitoral brasileiro.

“Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente, o atual presidente, me pediu para não tomar partido. E eu não tomei”, declarou.

Queda na bolsa motiva insatisfação O republicano também apontou o comportamento desfavorável do mercado financeiro após o pleito como argumento para justificar suas críticas severas ao resultado oficial.

“Basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, afirmou.

Dúvidas sobre reconhecimento oficial Interrogado se pretendia oficializar o reconhecimento do novo mandato brasileiro, Trump evitou uma resposta definitiva e sinalizou que pretende dialogar diretamente com o chefe de Estado do Brasil.

“Vou falar com ele, mas acho que a eleição foi uma desgraça no Brasil”, declarou.

Movimentações de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos Enquanto isso, Flávio Bolsonaro articulou sua chegada a Miami na quarta-feira (28), após não reconhecer o resultado oficial e sem apresentar provas de irregularidades nas urnas. Inicialmente, um comunicado o definia como o “verdadeiro presidente” do Brasil, trecho posteriormente alterado para “líder do Brasil”. O senador informou que pretende liderar a oposição ao governo brasileiro diretamente do exterior.

Relação diplomática em foco Questionado anteriormente sobre as pretensões do aliado político, Trump evitou maiores aprofundamentos e pontuou que considerou injusto o tratamento dispensado à família Bolsonaro, mantendo contornos indefinidos sobre o futuro das relações diplomáticas com o governo que assume em janeiro de 2027.

Com informações de Nortão MT

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