Seca na Amazônia ameaça transporte de insumos para lavouras de soja

A estiagem prolongada registrada no estado do Amazonas gera preocupação para a cadeia logística do agronegócio, com impactos diretos sobre o fluxo de suprimentos essenciais para a safra de soja. A baixa profundidade dos mananciais compromete a navegabilidade em rotas estratégicas da região.

Situação dos rios amazônicos

De acordo com o diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon), Edeon Vaz, o impacto da estiagem varia conforme o leito fluvial. “No Madeira, voltou a ser normal, se navega com capacidade plena”, afirma o dirigente. Em contrapartida, no rio Tapajós, a vazante restringe o volume de carga transportada pelas embarcações, além de dificultar a circulação de embarcações menores em trechos específicos.

Causas da estiagem na região

O fenômeno está associado às características climáticas locais conhecidas como verão amazônico, temporada marcada historicamente pela escassez de precipitações. “Isso tudo é o verão amazônico. Não é só o El Niño”, destaca o executivo da Adecon, pontuando que eventos severos de seca já ocorriam na bacia hidrográfica muito antes da expansão agrícola na área.

Expectativa para o escoamento de insumos

O principal ponto de atenção para o setor produtivo é a chegada de adubos e defensivos, cuja demanda se concentra nos meses de janeiro e fevereiro. A esperança do setor é que o regime de chuvas recupere a cota dos rios a tempo de normalizar a navegação fluvial, tornando o monitoramento hidrológico fundamental para o planejamento das empresas.

Com informações de Canal Rural — Agricultura

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